Cheguei!

quinta-feira, agosto 20, 2015



Não entendo exatamente por que, mas todo o frio na barriga que senti durante esses meses de preparação pro intercâmbio foi embora quando virei na sala de embarque e dei a última olhada para a minha família e amigos.
Ouvi por tanto tempo que deveria ser forte que acho que meu emocional simplesmente adotou essa como a única alternativa viável. Quando cheguei em Recife, onde faria uma das conexões para as terras Húngaras, eu já me sentia outra pessoa.

A viagem foi tão tranquila quanto a minha chegada, isso tudo porque vivi um dia de cada vez. Cheguei aqui sem saber ao certo qual seria meu próximo destino.  Cheguei em Budapeste sem nem saber como chegar até meu hostel, e sabe o que eu fiz? Peguei o metrô. E fui. Empurrando duas malas enormes pelas ruas de um país que eu não conhecia e não falava a língua.

¨Ela ganhou o mundo¨ - eles disseram, e eu não podia concordar mais.

O choque cultural foi grande. Meus dois primeiros dias aqui foram um compilado de foras e falta de educação da parte dos Húngaros. Por um momento vacilei e fiquei com medo de não conseguir viver sem o calor do povo brasileiro.
Agora que estou aqui há exatos 9 dias,  já encontrei bastante gente legal. Húngaros que são simpáticos e tentam te ajudar sem falar uma palavra de inglês, te mostram sobre a cultura deles e te recebem com um ¨Szia!¨ caloroso e um sorriso aberto. Acho que em todo lugar tem gente antipática mesmo.

Os dias aqui têm passado com uma intensidade enorme. Eu quase não paro um segundo em casa e não tive tempo de sentir falta de quase nada da minha vida antiga - exceto meus amigos e família. Acho que a rotina em si, não me faz falta.

A comida aqui é muito gordurosa e a água sem gás é sempre a da tampa colorida (ao contrário do Brasil, que a sem gás é sempre a da tampa azul escuro): essas foram as duas primeiras coisas que eu aprendi no intercâmbio e acho que não vou esquecer nunca mais.

Além disso, vivi 5 dias de calor à la Rio de Janeiro - só que pior, porque por algum motivo os húngaros curtem lugares fechados e sem ar condicionado - e agora já estou há alguns dias vivendo chuva e bastante frio à noite. Sem contar que, estamos no verão então os dias duram uma eternidade.

Por fim, o calor dos brasileiros ainda está de alguma forma aqui comigo. O último edital do CSF ainda tá indo embora, e foram todos uns amores comigo e com todos os brasileiros que chegaram perdidos aqui em tão tão distante. Acho que se o objetivo do programa fosse só esse, já seria mais que válido, mas posso perceber desde já que o crescimento e enriquecimento que o CSF traz é muito maior do que podemos imaginar. Só espero daqui a um ano conseguir notar esse crescimento todo em mim também. Aí sim, terei certeza de que valeu à pena.

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2 comentários

  1. Gabi, o problema do idioma deve ser bem complicado, né? Estou me imaginando na sua situação. Sobre os foras e as pessoas, acho que você tem razão: tem gente assim em todo lugar. Mas, em todo lugar, também tem aquelas pessoas maravilhosas e simpáticas, que fazem nossos dias mais felizes! Que bom que você já conseguiu encontrar algumas delas por aí em tão tão distante. :) Boa sorte com as mudanças climáticas e tudo. Beijo!
    Lis | umareescrita.com.br

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  2. Menina eu não tinha paciência não, iria embora mesmo que fosse a banda que amava kkk não aguento filas e nem ficar muito tempo em pé como você ficou rsrs, bom pelo que li valeu a pena né?
    flor tem post novo, poderia ver?
    http://mundonoticiabm.blogspot.ch/2015/08/filhotes-de-cachorros-tonkey-parece.html

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